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terça-feira, 29 de abril de 2014

Sobre sogras

Nesse exato momento meu marido está na rodoviária com os meus filhos, se despedindo da minha sogra. Ela ficou 2 semanas aqui em casa, como é costume quando vem aqui pra nossa cidade (umas três? vezes ao ano) e sabe o que eu tenho vontade de dizer a ela???

Fique mais um pouco, sentiremos sua falta.

Esse ano completo dez anos de casada e quatorze de namoro. Fui a um chá de casamento esse final de semana e ouvi a carta que a sogra escreveu de presente para a nora. Começava exatamente assim: "quero ser sua amiga". Me emocionei com a carta e agora me emociono ao pensar em minha sogra. Nem tudo foram ou são flores em nosso relacionamento mas acho que tenho orgulho de termos aprendido a nos respeitar e a gostar da convivência uma com a outra (tô errada sogrinha?).

Há mais ou menos três anos escrevi uma carta para ela na qual desabafava e pedia delicadamente que ela não ficasse na minha casa em determinada data que ela queria vir. Foi difícil escrever e mais ainda lidar com as reações de algumas pessoas da família, mas acho que de tudo que fiz, isso foi uma das coisas que mais me aproximou dela. Justifico: para escrever precisei ser sincera comigo e com ela, precisei me colocar em primeiro lugar e precisei me arriscar a perder o carinho e a amizade dela. Imagino o quanto a carta foi difícil de ser lida por ela e imagino a força que ela precisou enfrentar ao voltar na minha casa algum tempo depois. Mas tudo isso me possibilitou me expressar mais naturalmente e conversar de coração para coração e também me deu mais autonomia de ser a "gerente" da minha casa e da minha vida. Poder falar não, poder impor meus limites e mesmo assim ser aceita por ela, me fez crescer. Obrigada!

Minha sogra é uma mulher que adora terapia, grupos de apoio, círculo de mulheres... vive apresentando um novo livro de "auto-ajuda", uma nova abordagem terapêutica, um novo alimento para cura. Ela está sempre aberta a crescer, evoluir, trabalhar aspectos não-positivos de sua personalidade. E acaba inspirando isso em mim. Foi ela que me deu o livro que me ajudou a emagrecer. Foi ela que me deu o livro que me ajudou a entender as linguagens de amor que eu e meu marido utilizamos. Foi ela que me deu o Tarô das Deusas que eu tanto adoro...

Minha sogra é uma mulher vaidosa, que ama jóias, bolsas e sapatos. E acaba inspirando isso em mim. Foi ela que me deu, me vendeu, ou emprestou a maioria dos meus brincos, anéis, bolsas e sapatos e que me ajuda a escolher as roupas que eu compro quando vou a sua cidade (até aqueles TRÊS vestidos de festas que comprei por insistência dela quando ia comprar apenas um...). Sim, minha sogra também têm tendências a exagerar... mas isso ela também têm se trabalhado.

Enfim, nesse mesmo chá de casamento, refletimos um pouco sobre os laços familiares que abraçamos quando firmamos o casamento com outro alguém. No caso do casamento, ao casarmos, precisamos entender que mesmo que distantes fisicamente, o nosso companheiro carrega com ele sua família e vice-versa e que isso fará parte do pacote, queiramos ou não. No meu caso, queria registrar em público, que me sinto feliz com a família que tenho, com todos os nós, espinhos e apertos que toda família carrega. E me sinto feliz por ter em você, minha sogra, uma amiga.

Minha casa está aberta para você, sempre, mesmo nos momentos que eu precisar fechar a porta.
Obrigada por tudo, por ter gerado e criado seu filho como um homem respeitoso e digno, pelo carinho e paciência com os meus filhos e pelas nossas conversas e reflexões.

Boa viagem e até logo!






quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Venha nos visitar!

Saudades de escrever... Um bom tempo se passou desde o último post e com o tempo, muitas vivências, sentimentos, acontecimentos e pensamentos... É incrível como mudamos a todo instante. Teimosos são aqueles que insistem em permanecer no mesmo lugar, um dia após o outro! Eu tenho tentado deixar a onda me levar. Confesso novamente que ainda sinto medo (meu marido que o diga!), mas também aprendi a aceitar o medo e deixar ele passar por mim, sem que isso signifique jogar as âncoras e parar no meio do mar. Sinto o medo, ponho ele pra fora, durmo, e no dia seguinte, continuo a navegar... Mas antes do medo, quero contar da vida, do dia-a-dia, das idas e vindas... 

Foram férias, viagem pra casa da vó, tratamento antroposófico, partos, encontro de educação livre, visitas em casa, mudança de rumo no trabalho, construção de um projeto de comunidade de educação livre... e muito mais...

Aprendemos a fazer pão. O Luís Gustavo descobriu sua habilidade em sovar e agora raramente compramos pão, aqui a preferência é o caseiro mesmo. O de fubá então... Junto com o pão, vieram mais questionamentos. E acabamos instituindo a segunda-feira sem carne (o salmão vai ter que mudar de dia!). Por mais que a gente tente, continuamos adorando rotinas! Kkkkkkk! Tem dia sem carne, dia do macarrão, hora de dormir...

E no meio da nossa rotina, abrimos a porta e o coração da casa para recebermos outra família em casa. Uma família convidada, que a gente não conhecia pessoalmente, com suas peculiaridades (vegetarianos e orgânicos!) e que encheu nossa casa de vida! É uma história que começou em novembro do ano passado, quando eu e meu marido participamos da I Conferência Nacional de Alternativas para uma Nova Educação (CONANE). Para começar, nos cadastramos para a hospedagem solidária. Quer dizer, pedimos casa para dormir com o intuito de economizar e trocar experiências. Acabamos conhecendo pessoas maravilhosas e vivendo coletivamente nesses dias que ficamos lá numa casa ecológica e vegetariana. Fizemos amigos, fogueira e caldos! Daí, nesse Encontro, dentre várias experiências de educação encantadoras e reais que já acontecem Brasil afora, conhecemos pessoalmente a Sabrina Bittencourt. Uma figura com propostas muito afins ao que fomos buscar por lá. Então a convidamos para nos visitar em Uberlândia e ela topou. Até então era só uma proposta e poderia ou não se concretizar... Mas, apenas exatos dois meses depois, no final de Janeiro, ela estava dentro da minha casa, de mala e cuia, literalmente, para nos ajudar a realizar o I Encontro de Educação Livre do Triângulo Mineiro. Que aconteceu e foi muito lindo! (isso dá outro post).


“Que a estrada se erga ao encontro do seu caminho
Que o vento esteja sempre às suas costas
Que o sol brilhe quente sobre a sua face
Que a chuva caia suave sobre seus campos
E até que nos encontremos de novo,
Que Deus o guarde na palma da sua mão.”
Benção Irlandesa
A experiência de tê-los em casa foi transformadora. Quanto aprendizado! Um casal e seus três filhos, duas malas e algumas mochilas. Isso é tudo que eles carregam para viver! Nenhuma exigência, nenhuma necessidade essencial. Nós resolvemos ser vegetarianos essa semana também, mas foi escolha nossa. De minha parte, foi revelador. Meu lado materno se intensificou e consegui perceber que gostar de estar e cuidar de crianças é uma das minhas virtudes (sabiamente já apontado por minha médica antroposófica). Praticamente adotei os pequenos e me senti mãe de todos, fiz a eles o que faço pelos meus, meu coração se multiplicou... O desafio foi reconhecer o quanto sou controladora e organizadora, tanto a parte boa, quanto a ruim disso... Queria “cuidar” até da Sabrina (né, amiga?). Os meninos se adaptaram muito bem a tudo, dividiram espaços, brinquedos, banhos, broncas, filmes, chás, vitaminas, piscina, atenção e multiplicaram sorrisos, gargalhadas, brinquedos espalhados pelo chão, aprendizados. O Luís, nunca o vi tão prozeador e amistoso em pouco tempo de convivência, parecia estar com amigos de uma vida inteira.. Acho que vamos abrir mais a nossa casa para essas trocas... Grata ao Universo, pelo encontro de nossas famílias! De quebra, ainda conhecemos outras pessoas sintonizadas com vários de nossos ideais e que estão aqui, do nosso lado, e a gente nem sabia!


E como não consigo contar tantos dias em algumas palavras, escolho terminar com o relato de apenas um dia, o dia de hoje. De manhã, passeio ao clube, com mergulhos apaixonados da Luana, uma menina que tem se revelado uma verdadeira peixinha. No almoço, abobrinha recheada de carne moída e a frase do Yuri ao ver o prato: “Hum, eu amo isso!”. Depois do almoço, um pouco de vídeo-game e arte na cozinha: fizemos bolos. No final da tarde, visita do tio, leitura de gibis, dança livre na sala, um filminho, banho e história na cama. Um dia comprido e extremamente compensador. Agora é só esperar por amanhã...


Ah! Deixo dois sites da família da Sabrina que valem muito conhecer! O da “Escola com Asas” e o “Buscamos o Paraíso”.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Deslizes

Hoje compartilho sobre a falta da "babá etetrônica", mais comumente conhecida como televisão. De uma forma geral, a TV já deixou de fazer parte do nosso repertório de atividades diárias. Eu, Luis Gustavo e Luana já nem nos lembramos dela. O Yuri ainda vive seus momentos de saudade e a solicita com certa regularidade, mas bem menos do que eu achava que seria visto a sua "paixão" pelos desenhos.

É muito emocionante perceber que eles estão buscando outras atividades, outros movimentos, outros contatos para "preencher" seu tempo. É legal ver eles acordando e indo procurar folhas pra desenhar ou ajudando a preparar o café ou indo brincar com a Otsu (nossa cachorra) ou ainda pedindo para ir ao clube para brincar de construir castelos na areia..., principalmente quando essas iniciativas partem espontaneamente do Yuri, que antes abria mão de qualquer coisa por uma TV ou video-game.

Mas agora preciso contar das minhas fraquezas (para não transparecer que tudo é melhor e mais fácil sem a TV).

Sábado que passou eu tinha que sair cedo para um curso. Acordei para me arrumar, Yuri acordou junto. Gu e Luana continuavam dormindo. Enquanto preparava o café, Yuri pediu para ver um filminho. Deixei pensando que assim ficaria mais fácil de eu me arrumar para o curso.
Outro vez, semana retrasada, foi pior! Estava sozinha com as crianças, elas acordaram e eu anda com muito sono... elas, em cima da minha cama, me cutucando, tentando me acordar. E eu sugeri: Por que não vão ver desenho?!?

Pequenos deslizes... que me fazem perceber que às vezes a necessidade é mais nossa do que delas..

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domingo, 1 de setembro de 2013

O rato que sai da TV



Revelando o mistério do nome do blog

Afinal, de onde surgiu esse nome para o blog? Essa história é uma feliz coincidência, ou melhor dizendo, sincronia, de fatos... Mais ou menos um mês antes de resolvermos testar desligar a TV, a professora Kátia me chamou depois da aula para me entregar um "livrinho" que o Yuri tinha feito livremente para ela. Como ela tinha gostado muito, resolveu compartilhá-lo conosco para quem sabe a gente inventasse alguma coisa com ele. Nosso projeto foi desde o início transformá-lo em um livrinho, pois os desenhos foram feitos em tiras de papel, como uma história em quadrinhos. Eram só ilustrações. Em casa, escaneamos os desenhos e colocamos o texto da história que ele nos contou. Demos um tempo para o projeto do livrinho pois a próxima fase é o próprio Yuri escrever o texto com a letrinha dele (coisa que precisamos da vontade e interesse dele e isso vai bem aos pouquinhos... ele gosta mesmo é de desenhar, e está no auge do seu momento monstros, tá desenhando uns 15 monstros por dia!!!).
Enfim, a história aconteceu e ficou estacionada... O processo da não TV começou e coisa e tal e no dia de pensar no blog, as duas coisas se conectaram em mim. A história do Yuri voltou forte e eu fiquei emocionada com a força da mensagem que ele sem que a gente percebesse estava nos passando... uma TV engolindo uma criança!!!

Não conversamos com ele sobre essa relação até hoje, mas antes de dormir hoje, conversamos um pouco sobre as mudanças que estamos sentindo aqui em casa desde que desligamos a TV. Yuri e Luana concordam que estamos passeando mais e inventando outras coisas diferentes pra fazer, embora o Yuri ainda insista em dizer que sente falta dos desenhos animados.

Só para terminar, um pequeno relato do nosso final de semana: sábado de manhã, caçamos insetos e pequenas criaturas na horta da casa da vovó e do vovô (baseados em uma demanda da Luana em ir na "fazendinha" de mini-animais montada em um shopping, que foi divulgada em sua escola). Achamos tatu-bola, casinhas de caracol vazias, minhoquinhas, lagartas e até uma casca de uma cobrinha de duas cabeças!!! Uma aventura! No final da tarde, fomos ao CAMARU, um parque de exposição da cidade onde acontece uma feira anual de animais devido o aniversário da cidade, vimos cavalos, bois e vacas de todos os tipos! Vimos um tantão de mini-animais, vimos tirar o leite da vaca e até demos uma voltinha no parque de diversões. No domingo (hoje), começamos o dia assistindo novamente dois espetáculos de ballets infantis em DVD, depois fomos ao supermercado, almoçamos em um restaurante, descansamos um pouco em casa (nessa hora de descanso, Yuri jogou um pouco de video-game com o pai e Luana viu um pouquinho de "filminho", escolheu as músicas do "Cocoricó") e ainda tivemos fôlego para ir ao teatro ("A Cor Sem Lugar Algum, baseada no livro "Flicts" do Ziraldo). Imagine duas crianças interagindo com uma peça de teatro de um livro que elas conhecem! Multiplique por dez! Eram o Yuri e a Luana nessa peça! Terminamos o dia com pizza!

Mas, voltando ao assunto do nome do blog, tá aqui o livro do Yuri! Boa noite!

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Sobre festas de aniversários de crianças


Esse post foi motivado por algumas sementes de girassol. Sementes que plantamos em nossa casa essa semana e que brotaram. Sementes de um aniversário que fomos no último domingo, de uma coleguinha de escola do Yuri. O aniversário foi em sua casa, “uma chácara”, no gramado, e a lembrancinha foi essa: sementes, um pote e terra.

Eu sempre gostei de festas, sou uma pessoa social, que gosta de comemorar e de compartilhar momentos. Quando os meninos nasceram, essa comemoração e compartilhamento ganharam novos sabores. Mas também comecei a frequentar festas de aniversários de crianças (várias!) e os questionamentos são inevitáveis.Começando pelos buffets das festas infantis. Tipo de festa comum atualmente mas que praticamente não existia na minha infância. Reconheço a praticidade e conforto de se contratar um lugar com a festa, mas me incomoda muito a homogeneização. Festa infantil em salão de festa é sempre igual! Nenhuma marca pessoal. Muda-se a decoração da mesa de bolo e só. E mesmo a decoração não muda muito, os temas são sempre os mesmos. A festa está pronta, o aniversariante e sua família são apenas “convidados especiais”, pois é quem paga pela festa. Nenhum trabalho para montar, preparar, limpar ou estruturar a festa. Isso é visto como vantagem para a maioria das pessoas. Para nós sempre foi esquisito essa tal impessoalidade. Gostamos de pôr a mão na massa, do suor, do estresse e da “perda” de tempo meses antes para inventar e preparar a mesma... gostamos de imprimir a nossa cara na festa. Gostamos de enfeitar a nossa casa. Desde a escolha do tema, até construir os enfeites, as brincadeiras e as lembrancinhas. Trabalhoso mesmo! Acabamos precisando da ajuda de muitas mãos e aí envolvemos a família toda: avós, tios, bisavós e quem estiver por perto. E já inventamos algumas festas em casa extra aniversários, tipo carnaval e hallowen.


Festa de Hallowen: todos os preparativos foram feitos por nós e
 pelos convidados... desde comprar as abóboras, fazer os enfeites da
parede, brincadeiras de caça ao tesouro e essas guloseimas que
uma convidada teve a criatividade de fazer!

Já virou tradição a tal piñata... essa até foi fácil destruir, mas a
última, uma casinha para a feta dos 3 proquinhos deu um trabalhão.
Foi o vô que conseguiu destruí-la na "pancada" depois dos
meninos tentarem um tempão

Uma decoração de mesa: as árvores, os tios que fizeram. Os bichos de
pelúcia são nossos, da época que eu era criança, o forro pregado na parede
eu comprei em uma loja de tecidos. 


Vamos dançar? As fantasias são de camisetas velhas muito bem
reaproveitadas!


Outro ponto são as comemorações na escola. Não gosto muito, pois é rápida e só para as crianças, mas com o tempo entendi que para as crianças faz muito sentido, afinal são aquelas crianças e pessoas que ela convive a grande parte do tempo e cantar o parabéns com elas é prazeroso. Meu incômodo maior é com o tipo de lembrancinhas... costuma ser um monte de doces. E como tem sempre uma festa, vem sempre muito doce pra casa. Esse ano a escola dos meus filhos até mandou um bilhete, sugerindo que as famílias tentassem evitar os doces e pensassem em novas formas de lembrancinhas... Ainda bem que a escola não apoia essa mania de dar sempre doces pra crianças! Depois desse bilhete as coisas até melhoram... Esse ano a lembrancinha que fizemos para a escola foram: um jogo de boliche para a turma da Luana (3 anos) e um conjunto de livrinho de atividades, lápis e borracha para a turma do Yuri (6 anos). Detalhe: o boliche foi construído com meses guardando as garrafas de iogurte e coalhada que consumimos... Guardamos as garrafas e depois as enfeitamos, só precisamos comprar as bolinhas.



Esse ano também resolvemos experimentar não fazer festa aqui em casa. Fizemos a da escola e com a família a comemoração foi uma viagem. Convidamos os avós, os tios e o primo para um final de semana em um hotel (estilo fazenda). A idéia foi passar um tempo juntos, sem outras preocupações, um tempo para os meninos. E foi muito gostoso andar de bicicleta, caminhar, brincar de balanço e jogar ping-pong com a família. Foi engraçado andar de pedalinho e cansar as pernas! E andar a cavalo então, pura emoção. Uma das coisas que motivou essa viagem foi pensar que o mesmo custo que teríamos para fazer uma festa e chamar um monte de “amigos” que encontramos algumas poucas vezes no ano, a gente gastaria com essa viagem com pessoas bem íntimas e que realmente fazem parte do dia-a dia das crianças. Enfim, foi uma experiência bem prazerosa, pode ser que vire tradição e as festas acabem sendo realizadas em casa só em outras datas comemorativas... vamos ver...
Ah! ia me esquecendo! também fizemos "vaquinha" pro presente. Combinamos com a família que a gente não queria um monte de presentes não. cada um escolheu um presente e dividimos o valor entre todos.



Gostaria ainda de agradecer a oportunidade de ter participado de algumas festas bem legais de outros amigos e familiares que também assumem o risco de fazer festas menos práticas. Me lembro de várias! Tipo um piquenique no Parque do Sabiá ou mesmo nas casas das crianças, com direito a tinta, barro, quebra de vaso de vidro, correira, grama. Festas com cheiro de casa, com preocupação de quais espaços da casa as crianças podem ou devem circular e onde não pode, com pais participando das brincadeiras e dos filhos (outro detalhe dos buffets: os monitores!!! Confesso que adoro o sossego de sentar na cadeira e relaxar, pois tem um monitor vigiando cada brinquedo e consequentemente as crianças, mas é pra isso que vamos em festas???).

Ah! E as sementes de girassol brotaram, já foram transplantadas por jardim e estão enormes... os meninos regam todo dia e logo teremos girassóis em casa!


Bom, é isso, só um desabafo e uma reflexão. Como disse, eu adoro festa, de qualquer jeito, mas as caseiras me enfeitiçam mais!

sábado, 24 de agosto de 2013

Feliz coincidência ou "Dostoiévski é o cara!"

Enquanto as crianças brincavam na praça, com novelos de lã e poesia e movimento, eu estava sentado em um banco, de longe, só observando. Quando interrompia a observação, continuava a ler O Idiota, do Dostoiévski, que peguei com os meninos na biblioteca municipal no início da semana. Vou transcrever abaixo alguns trechos (p. 91 e 92) que eu estava lendo exatamente naquela hora e que "parecem" ter a ver não só com o que acontecia na praça, mas com o momento geral pelo que passamos:

"Pode-se dizer tudo a uma criança - tudo; sempre me deixou perplexo a idéia de como os grandes conhecem mal as crianças, os pais e as mães conhecem mal até os seus próprios filhos."

"Referindo-se à 'profundidade terrível, incrível da compreensão' com que a criança 'de repente assimila - sem que se saiba de que modo - outras idéias que, pareceria, eram-lhe totalmente inacessíveis', ele [Dostoiévski] escreve: 'Uma criança de cinco, seis anos às vezes sabe a respeito de Deus ou do bem e do mal coisas tão surpreendentes e de uma profundidade tão inesperada que você conclui involuntariamente que a natureza dotou essa criança de certos recursos de aquisição de conhecimentos que nós não só desconhecemos, mas, com base na pedagogia, deveríamos quase refutar... ela possivelmente sabe sobre Deus tanto quanto você e talvez bem mais que você sobre o bem e o mal, sobre o que é vergonhoso ou lisonjeiro'."

"Dostoiévski escreveu no Diário de um escritor, fevereiro de 1876: '... não devemos ser arrogantes com as crianças, somos piores que elas. E se lhes ensinamos alguma coisa a fim de torná-las melhores, elas também nos ensinam muito e também nos tornam melhores já com o simples contato com elas. Elas humanizam a nossa alma com seu simples aparecimento entre nós'."

Já dá muito o que pensar, né?

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Eita dia cumpriiiiiiido, sô! (Sobre dança, praça, cemitério e rotina)

Compromisso logo de manhãzinha: aula de dança (será que posso chamar assim Fernanda Bevilaqua?, pois a proposta é tão encantadora e tão interessante e global que penso que extrapola qualquer tentativa de enquadramento em uma categoria pre-determinada: dança? educação? corpo? emoção? história?)... Vou descrever a atividade do dia mas deixo aberto o desafio para a Fernanda e a Clara postarem aqui nos comentários mais detalhadamente sobre a proposta do projeto, topam? Enfim, a atividade era as 8:30 e já percebi que vai ser um desafio a gente conseguir chegar no horário. Aqui em casa acho que gostamos de dormir... desde bebês a rotina aqui de casa é a dos meninos dormirem quando fica de noite, portanto, oito horas estamos todos no quarto e até nove, no máximo, eles já estão sonhando (a hora de dormir merece um post só pra ela, muita coisa pra contar!). E eles dormem até mais ou menos oito horas do dia seguinte. Eles revezam entre eles o que vai dormir até mais tarde um pouquinho. Hoje foi o dia do Yuri, eu levantei as sete e meia para tentar organizar tudo e sairmos na hora, logo que levantei cutuquei o Gu (isso se repetiu umas 10 vezes) e ele levantou às oito, quase junto com a Luana. O Yuri, eu tive que acordar às oito e quinze. 

Foto meramente ilustrativa: Mas que parece hoje, parece!
Chegamos ao Uai Q Dança (escola de dança) às quinze pras nove. A turma já havia saído de lá... Isso mesmo, a tal “aula de dança” acontece na cidade, em algum espaço público ali da redondeza... hoje a aula foi em uma praça. Fomos pra lá e ao chegar, encontramos a turma e um cesto de novelos de lã (Ah!!! Muito importante, a turma é composta por meninos e meninas de diferentes idades). Foi um intenso desenrolar e enrolar de lãs, entrelaçado com a vida ao redor, com a fantasia, com o sol e a brisa fria, tintas em linhas colorindo a praça! Uma coisa linda de ver e de viver. É claro que não resisti e entrei na dança, assim como quem se convida para a festa eu também participei. O Gu, ali, sentado, num banco da praça, com seu livro a tira colo, um olho nele e outro na praça colorida. Os meninos, livres, alegres, rodopiando no palco da praça, fazendo e desatando seus nós... E num piscar de olhos, o tempo passou...
                                   

Saímos da aula e já tínhamos um novo passeio: conhecer o cemitério que fica perto da nossa casa. Isso, há alguns dias, Gu e Luana chegaram num papo sobre cemitério e a Luana solicitou conhece-lo. Hoje era o dia. Foi um passeio de família muito interessante. Quanta coisa a aprender, sobre a vida e sobre a morte, túmulos de diferentes tamanhos, formas e imagens... uma imagem se destacou, um homem barbudo carregando ou pregado em uma cruz, e as perguntas brotavam em uma velocidade sem fim... mas por quê isso? Por que eles fizeram isso ou aquilo se ele era bom? O que é crucificado? Jesus é Deus? O que é milagre?.....

Na volta pra casa, paramos em uma vendinha, um mini-sacolão, pra comprar milho. Três mulheres cercadas de “cascas” de milho, cortavam, abriam e limpavam o milho. MUITO MILHO! E foi mais dez minutos de aprendizagem sobre milho, trabalho em equipe e paciência (já tentou tirar cabelo de milho?, os meninos tentaram!).
De volta pra casa, final da manhã. Claro que todos desenhamos o que mais gostamos dos passeios. Almoço, escola e trabalho... Opa, no almoço teve morango de sobremesa e a Luana teve a idéia de levar morango pra escola. Yuri também quis. Solução: passar no supermercado antes da aula e comprar morango para as turmas!

Vou parar o relato linear por aqui... só vou acrescentar que acabei não indo trabalhar pois ao chegar na escola preocupei com os ohos vermelhos da Luana e com um pouquinho de secreção... me atinei que não poderia deixa-la lá, em contato com as outras crianças sabendo do risco de contaminação se fosse início de uma conjuntivite. E não deu outra, sete dias de afastamento da escola! (segundo o Gu, estamos sendo forçados à desescolarização...).

Minha idéia quando comecei a escrever era o de compartilhar a rotina de um dia normal, mas atualmente nossos dias normais estão sendo especiais, uma nova descoberta a cada novo olhar... Coisas simples, como um milho, um morango ou um novelo de lã... coisas raras, únicas e preciosas, como um olhar de surpresa, um abraço apertado, ou a simples lembrança de que não somos eternos, de que o tempo passa e leva com ele os momentos que passaram. Como você tem escolhido viver o seu dia? 

domingo, 18 de agosto de 2013

As mudanças aqui em casa continuam...

Esse feriado foi dia de mudança... A TELEVISÃO saiu do coração de nossa casa. Passou da sala principal para um quarto. A pergunta que tem direcionado nossa energia é a seguinte: afinal, o que queremos fazer em casa? 



 O(s) dia(s) da mudança - a TV saiu da sala!

Daí as mudanças vão acontecendo... A TV foi pro quarto, que agora virou uma pequena sala de “cinema” e os brinquedos, o material de artes, a música e os instrumentos musicais foram pro CENTRO. É isso, ao entrar em nossa casa, a gente chega na sala de criação e brincadeira. A outra sala, a de jantar, também foi invadida pelas caixas com brinquedos.
Esteticamente, ficou desajeitado. Ainda estamos tentando organizar melhor os espaços. Mas os ares já mudaram. Yuri ainda solicita muito a TV mas logo se distrai com algo. Incrível! Ele até esqueceu um pouco do videogame.
Luana nunca foi muito chegada em TV mesmo e acho que ela está adorando essas mudanças, acorda desenhando, cuidando de uma bonequinha ou correndo atrás da nossa cachorra. Por falar nisso, a Otsu tem sentido as mudanças: os meninos estão dando muito trabalho pra ela, passam o dia abraçando, jogando os brinquedos pra ela pegar ou passeando com ela com a coleira pelo quintal.
Hoje à tarde, enquanto eu trabalhava, Luís Gustavo foi à Biblioteca Municipal com as crianças, onde pegaram 6 livros para o final de semana. Depois passaram na papelaria e reabasteceram nosso estoque de tintas, pincéis e canetinhas.
Ainda não comentei, mas a decoração aqui de casa é toda nossa. Os quadros foram substituídos pelas nossas próprias produções, isso é hábito antigo. E o melhor é que vira e mexe mudamos os enfeites da casa. No momento, temos os quadros pintados pelos meninos em homenagem ao Dia dos Pais, um grande papel craft pregado em uma parede com desenhos e recados que estamos produzindo e tem ainda um quadro que o Yuri fez na escola, baseado no quadro “Noite Estrelada” do Vincent van Gogh. 




Aqui, dois trechinhos de um bate-papo meu com os meninos sobre as mudanças.






quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Outra confissão: a babá eletrônica

A história mais antiga que conheço sobre minha relação com a TV me foi contada pelos meus pais. Eu deveria estar com menos de 5 anos e eles tinham um compromisso qualquer fora de casa. Não estavam encontrando ninguém pra cuidar de meu irmão e de mim e já iam desistir do passeio quando eu disse:
- Podem ir, a babá fica com a gente.
- Que babá?
- A TV, ué...
Deu pra sentir que eu via um bocadinho de TV quando era criança, né? Não fazia só isso, claro, e tenho ótimas lembranças de fazenda, acampamentos, basquete na garagem, tardes de brincadeiras. Mas tenho também memórias dos desenhos que via: He-man, Mighty Mightor, She-Ha, Smurfs, Os Herculóides, Space Ghost, Manda Chuva, Formiga Atômica, A tartaruga Tuchê, Frankstein Jr., Maguila o Gorila, Os Impossíveis, Tutubarão, Wally Gator, Tom e Jerry, Super-Amigos (pensando bem, o estúdio Hanna-Barbera é que foi nossa babá), Changeman, Flashman, Jaspion. Tinha também Rá-Tim-Bum e outras coisas que passavam na TV Cultura, Topo Gigio (na Manchete ou na Band?), Fofão... 


Depois, na pré-adolescência e na adolescência, Caverna do Dragão, Cavaleiros do Zodíaco, Castelo Rá-Tim-Bum, Mundo de Beakman, Família Dinossauro, Os Trapalhões, Planeta Terra... A lista é longa. A TV sempre esteve presente mesmo na minha vida. Lá em casa eram duas: uma na sala, compartilhada por todos, e uma no escritório, disputada pela molecada (o vídeo-game ficava lá) e a Luísa, nossa empregada (que via novela lá). Por falar em novela, vi poucas. As das oito, então, nem passei perto, pois dormia antes. Programas que passavam mais tarde, tipo Casseta e Planeta, eram gravados em fitas VHS pra ver no outro dia. Continuei vendo bastante TV: documentários, séries, filmes, culinária etc. Muitas vezes, dormi tarde zapeando e não vendo nada em especial. Demorei a conseguir dormir na frente da TV, que sempre me deixou acordado. Se pudesse, teria visto menos. Pensando na minha infância e pré-adolescência, vejo que muitas das minhas brincadeiras com bonequinhos tinham enredos idênticos aos dos desenhos. Minha imaginação não escapou, hehehe. Mas também lia muito, livros e quadrinhos, e nem sempre ficava na sala babando pra telinha. Em 2003, li um livro que estou relendo hoje, chamado Homo Videns, do Giovanni Sartori, que me fez repensar minha relação com a TV. 




Casei, tinha um aparelho no quarto, via madrugada adentro. Vieram as crianças e dá-lhe Dora Aventureira e Cia. Há alguns anos, parei de ver noticiários e canais da TV aberta. Agora, paramos geral com a TV paga também. Com menos de um mês vendo quase nada de TV perto do que era antes, o que já dá pra perceber é que a gente está se distraindo menos uns dos outros, o tempo livre exige mais da gente, o dia é um desafio, um espaço para criação. É um pouco difícil, mas acredito que as memórias serão mais saborosas do que as do tipo: "Onde está o geninho?"


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Confissão: sobre a desintoxicação da TV

Tenho pensado sobre a minha relação individual com a TV... e como venho me desintoxicando desse processo aos poucos.
Somos casados há 9 anos. Quando casei levei a minha televisãozinha (14 polegadas) para o nosso quarto, no nosso apartamento. Era acostumada a dormir assistindo televisão. Em minha casa todo mundo tinha televisão no quarto, além das televisões nas salas... MUITA TELEVISÃO!!!
Enfim, eu costumava dormir, enquanto o Luís Gustavo varava a madrugada assistindo a programação... Para mim, era e ainda é motivo de relaxamento... É comum eu dormir na sala com a televisão ligada, mesmo quando começo a assistir algum desenho com as crianças...
Pois bem, passamos dois anos no apartamento e quando engravidei, mudamos para uma casa.
Logo que mudamos para essa casa, resolvemos (por sugestão do Luís Gustavo) não colocar a televisão no quarto... Ficamos só com a televisão da sala e guardamos a pequenina no escritório, desligada. Alguns anos depois vendemos ela para um colega de trabalho.
Desde então era só uma televisão em casa. Mas eu ainda assistia novelas e até "Big Brother" (eu confesso). E o Luís Gustavo passava algumas madrugadas assistindo qualquer coisa.
Mais ou menos quando engravidei da Luana, outra mudança. Resolvemos trocar a operadora de TV a cabo e mudamos para uma que não tinha a Rede Globo. Achei que seria difícil acostumar a ficar sem novela, mas me adaptei rapidamente... (troquei por seriados e programas de culinária). O mais difícil desses canais pagos é que um mês assistindo o mesmo canal e você não aguenta mais a repetição dos programas. Eles repetem e repetem infinitamente a mesma coisa!
E de repente a gente já não tinha mais Globo. Também paramos de assistir telejornais, por opção e por considerar a mídia sensacionalista tendenciosa e violenta... não contribuindo em nada para o nosso dia-a-dia...
Foram 3 anos de muitos desenhos animados, programas culinários e algumas séries... 
Confesso que às vezes sento no sofá e sinto vontade de ligar a TV, simplesmente por ligar, para encher (ou seria esvaziar?) a cabeça. E que acabei intensificando meu tempo no Facebook (já que não tenho a TV).
Mas o melhor é me ver "forçada" a prestar mais atenção nos meus filhos e também nas coisas que quero e posso fazer quando não tenho uma TV...
Os meninos estão desenhando mais, brincando mais com nossa cachorra, montando quebra-cabeças, pintando, jogando bola... 
Eu não sei mais nome de novelas, não sei mais quem são os personagens principais, não sei onde está tendo furacão ou enchentes, nem quem foi indicado ao paredão... E quer saber? Não sinto a menor falta!
Por ora é só... acho que preciso desligar o computador tb... Até!

domingo, 11 de agosto de 2013

A TV foi pro lixo?

Para enfrentar o hábito de ver TV direto, estamos trabalhando nestas questões agora: onde iremos colocar a TV (queremos tirá-la da sala, mas ainda não decidimos onde montar a nova sala de TV), que atividades fazer com as crianças (além de desenhar, criar quebra-cabeças, montar quebra-cabeças, criar e jogar jogos de tabuleiro, tocar e cantar, dançar, andar de bicicleta...), quanta TV ver por dia. Com o fim da assinatura, a TV está sendo ligada pra ver filmes (Ponyo, Castelo Animado, Nemo, A Era do Gelo 4... basicamente Disney e Estúdio Ghibli) e ouvir música. Não chega sinal da TV aberta também. Assim, temos mais controle sobre o tempo e aquilo que será visto (sobre a publicidade infantil que recheia a programação da TV, ver o post anterior). Como as crianças andaram doentes essa semana, acabamos passando muito desenho, pra facilitar no repouso deles. Quando estamos na casa de outras pessoas, acaba ficando difícil regular demais a TV, e o que procuramos fazer é levar jogos e atividades pra variar um pouco. Apesar do hábito dos canais infantis, as crianças estão lidando bem com a sua ausência, dizem que sentem falta deste ou daquele desenho, mas sem dramas. Livros com atividades variadas são uma mão na roda, tipo este aqui ó:
 
 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Sobre como chegamos aqui

SINOPSE

A ideia: desligar a tv
Quando: oficialmente a partir do dia 31/07/2013 (fizemos uma experiência no final de semana anterior, nos desafiamos a ficar o final de semana inteiro com a televisão e os computadores desligados)
Onde: nossa casa
Quem: Alessandra (eu, mãe), Luís Gustavo (pai), Yuri (6 anos), Luana (3 anos)

A HISTÓRIA

Esse assunto, da influência da mídia televisiva no nosso funcionamento e comportamento, já nos acompanha há algum tempo... acho que desde que nos tornamos pais. Sempre fomos seletivos e cuidadosos com os canais e programas que as crianças tinham acesso. Exemplo: aqui em casa não tem o canal da rede Globo há uns 4 anos (nossos filhos não sabem o que é novela); jornais televisivos paramos de ver há alguns anos (nossos filhos nunca viram nenhum noticiário tradicional, nunca ouviram falar POR JORNAIS SENSACIONALISTAS da morte de ninguém, nem de  tragédias, nem de quem atirou em quem, nem de quem jogou não sei quem pela janela, nem de epidemia nenhuma...); dos canais específicos para o público infantil, alguns estavam bloqueados por serem canais direcionados a um público mais juvenil ou desenhos com conteúdos violentos ( Ben 10, Power Rangers, etc.), ou com conteúdos abobalhados (Chaves e coisas do tipo). Sobravam algumas opções e nosso contato com a televisão se resumia a desenhos infantis, programas de história natural e animais, culinária, informações de saúde e, é claro, programas sobre gestantes, partos e bebês!
Porém, mesmo com todo esse “cuidado”, algumas coisas incomodavam, dentre elas, a grande quantidade de intervalos e a enxurrada de propagandas abusivas. Nesse tempo assistimos alguns documentários que refletiam muito a esse respeito. Prometo pedir ao Gu para postar o link deles aqui no blog, dentre eles, “Criança,a alma do negócio”. Yuri, de tanto ouvir a gente falando, já está naquela fase de ver uma propaganda e falar: “isso que promete aí é tudo mentira”, se referindo aos brinquedos andando, falando, voando e interagindo com as crianças. A Luana ainda insiste em dizer “eu quero” pra todo brinquedo que aparece (uns 30 por propaganda).
Daí, semana passada vimos um outro vídeo que mexeu  muito com a gente (“O que aprendi sobre a desecolarização”) e por causa dele, vieram muitos outros vídeos e textos. Deparamos novamente com a questão da importância da TV na educação (ou deseducação) nossa e de nossos filhos e resolvemos experimentar desligar a TV. Que surpresa maravilhosa encontramos no final de semana do desafio... o resultado foi tão bom que três dias depois o nosso plano de assinatura da TV paga já estava cancelado... 

E começamos, agora, a compartilhar o que acontece com a gente quando não se tem mais uma televisão o tempo todo para atrapalhar... Curioso? Desligue a TV e venha nos acompanhar!