sábado, 25 de julho de 2015

Minha Mãe

Hoje é mais um dia festivo.
Hoje minha mãe faz anos.
Minha Mãe.
Que carrega o Mundo em suas costas.
Incansável guerreira
Sempre pronta para proteger sua Aldeia, sua família
Meu exemplo
De lucidez, de dedicação, de justiça
De profissional e de doação

Hoje, quando escuto meus filhos,
me chamando pelo menos umas 30 vezes no dia:
mããããe.... manhêêêê... Maiiiiiiiiiiiiiiii!!!!
quando acordam, quando dormem, quando machucam,
quando encontram algo interessante, quando não tem nada interessante...
Sinto o peso e a delícia de ser mãe
E reconheço que hoje, com 35 anos de idade,
é esse o nome que eu ainda chamo nos apuros da vida
Mãe!!!
E você sempre vem.
Nome doce e seguro

Hoje, quando vejo vc cuidando de minha avó,
alimentando, banhando, cortando seus cabelos
amparando e colocando para dormir
Sinto um amor profundo por você
Me espelho, honro e reverencio
Um dia espero ser capaz de retribuí-la da mesma forma
(a parte da comida acho que vai ser mais difícil, rs....)

Como profissional,
Você é meu farol
Sua postura, engajamento, sensatez
Compromisso e dedicação
De forma coerente e amorosa
Sem se rebaixar, sem se deixar ser iludida
Sem deixar de acreditar e ter fé
Em uma saúde pública e de qualidade
Me inspiram cotidianamente


E, hoje descobri mais um coisa, sobre o dia de hoje
25 de julho, seu dia
Hoje é considerado o Dia fora do Tempo
Dia de fechamento dos ciclos de Luas (fiquei curiosa e depois vou pesquisar mais)

"Hoje, dia 25 de julho, é o  Dia Fora do Tempo. Como sabemos, esta data fecha o ciclo de luas do anuário. E é esta data que os povos antigos usavam para celebrar e comemorar a arte, a beleza, a alegria e a vida. Nesta data, que pode ser comparada com o Reveillón, recebemos a oportunidade de meditarmos e ampliarmos a nossa conexão com o planeta.
Para relembrarmos o porquê desse dia ser chamado assim: o calendário da Paz é formado por 13 luas de 28 dias, o que dá 364 dias. Para complementar o calendário, então, o dia 365 é considerado o Dia Fora do Tempo e está relacionado à arte, à beleza e à unicidade com o Universo." (https://sabedoriauniversal.wordpress.com/2012/07/25/2507-dia-fora-do-tempo/)

E eis a Oração sugerida nesse mesmo blog para comemorar o dia de hoje e que passo a dedicar a você, minha mãe
Oração das Sete Direções Galácticas
Desde a Casa Leste da Luz
Que a Sabedoria se abra em aurora sobre nós
Para que vejamos as coisas com claridade.
Desde a Casa Norte da Noite
Que a Sabedoria amadureça entre nós
Para que conheçamos tudo desde dentro.
Desde a Casa Oeste da Transformação
Que a Sabedoria se transforme em ação correta
Para que façamos o que tenha de ser feito.
Desde a Casa Sul do Sol Eterno
Que a ação correta nos dê a colheita
Para que desfrutemos os frutos do ser planetário.
Desde a casa superior do Paraíso
Onde se reúne o Povo das Estrelas e os Antepassados
Que suas bençãos cheguem até nós agora.
Desde a Casa Interior da Terra
Que o pulsar do coração de cristal do Planeta
Nos abençoe com suas harmonias
Para que acabemos com as guerras.
Desde a Fonte Central da Galáxia
Que está em todas as partes ao mesmo tempo
Que tudo se reconheça como Luz de Amor Mútuo.
EVAN MAIA E MA HO






sexta-feira, 24 de julho de 2015

Declaração de amizade

Nosso amor é uma grande amizade
Uma história que começa assim, timidamente amigos
Cinco anos de encontros sem outras pretensões
De algumas conversas, troca de cartas e um pouco de violão
De danças circulares, poesias e jornais
Você acompanhou minhas paqueras
Eu ouvi o interesse das minhas amigas por você
Você cortou o cabelo, eu achei bonitinho
Você sangrou o nariz, eu levei bolo pra você
Você fez aniversário, eu fiz uma declaração em sua homenagem
(meio íntima, é verdade, mas sem pretensões, eu juro!)
Eu terminei um namoro, você me escutou
abraçados num ônibus
Abraçados num ônibus, um beijo surgiu
Na madrugada, rumo a Itapuã
Mais um beijo e outro
Você me pediu em namoro
Eu aceitei, ainda sem grandes pretensões
Você me avisou que mudaria de cidade,
trocaria a faculdade e viria pra perto de mim
Eu assustei mas concordei
Você me convidou para morarmos juntos
Nos casamos
Nos amamos
Nos mudamos
E geramos duas vidas, dois seres, dois corações
Que nos fizeram mudar ainda mais e sempre
E a amizade, cresceu e cresceu
E o amor foi germinado dessa amizade, dessa liberdade de dialogar e se expandir
De se permitir o encontro, de achar o limite de cada um,
E tentar superá-lo, pelo outro
Eu te amo, cada dia mais
E amo tanto a nossa amizade, o encontro no final do dia
Que chego a pensar mesmo que é a amizade que sustenta o nosso amor
Você quer continuar sendo meu amigo?


quinta-feira, 11 de junho de 2015

Era uma casa muito engraçada: mudança de paradigma

                                                      Não tinha teto... Não tinha nada...


Mudar de paradigma, transpor barreiras, ser mais coerente e verdadeiro consigo mesmo.
Questões atualíssimas para todos nós, que em algum nível nos sentimos insatisfeitos com alguns caminhos destrutivos, violentos e adoecedores que, coletivamente, temos escolhido como padrão.
Mas mudar é sempre um risco, e frente ao risco a tendência inicial é de paralisia ou de fuga... então não mudamos. Ficamos na mesma situação, rosnando, criticando, endurecendo os nervos e o coração e nos justificando que é assim que tem que ser. Não ficamos felizes mas não mudamos. Não mudamos por medo. Porque mudar é assumir os riscos e as consequencias... Os famosos "e se" tomam conta.
E se não der certo?
E se não for como eu imagino?
E se eu arrepender?
E se o bicho papão (aqui pode ser substituído por qualquer autoridade, tipo Conselho Tutelar, Polícia, Diretor do Hospital, Vestibular, Mãe, etc....) me pegar? Me prender? Me questionar???
E se todo mundo me criticar?

Há duas semanas reencontrei com a Ana Thomaz (uma pessoa admirável) que coordenou uma vivência para famílias aqui em Uberlândia. E novamente foi uma gostosura inquietante escutá-la. Porque  ela aborda um assunto super delicado: Nós temos a capacidade de produzir a nossa realidade. Aquilo que somos, vivemos, enxergamos e sentimos está diretamente relacionado com nós mesmos. Mais que nos afetar, diz respeito diretamente a nós, está dentro de nós e é produzido por nós!!! Quando nós mudamos, a realidade muda!

E eis que é assim mesmo que me aconteceu. Quando eu mudei, a realidade mudou e os medos se dissiparam. Quando há mudança de paradigma, tudo que angustia e aflinge no modelo anterior, perde o sentido. Não tem como comparar, não tem como por numa mesma balança... Os medos de um, não atingem o outro.

Eu sentia que o modelo tradicional de ensino não mais comportava os meus desejos, sonhos e crenças sobre educação. Eu questionava muitos padrões e formatações pelas quais as escolas submetiam as crianças. E um belo dia eu descobri que a escola e o modelo de educação tradicional não eram os únicos existentes e possíveis. Eu abri meus olhos e descobri um novo universo. E num primeiro momento senti medo. E agora, que eu sei de tudo isso? E os meus filhos? E tudo que esse modelo tradicional promete, acomoda, segura? Mas a descoberta foi tão forte que superou o medo. Me permiti arriscar, embarquei (com a sorte de ter um companheiro no mesmo barco) e tranpus as barreiras. Criamos um espaço mais condizente com o que acreditamos ser educação, com o que acreditamos ser a potência de aprendizagem, que é o respeito e a autonomia de cada ser humano e a crença de que somos naturalmente seres interessados e capazes de aprender e de nos relacionar. 

Faz um ano que criamos esse espaço: a Casa da Árvore e o que eu tenho a comemorar é a dissipação
dos meus medos antigos.... não os tenho mais. É bem normal do lado de cá. Meus filhos continuam os mesmos, continuam me surpreendendo, crescendo, se desenvolvendo, aprendendo.... a diferença é que não tenho mais que ficar ranzinza, questionando ou sofrendo com o que está externo a mim, com o sistema que me aprisiona (no caso esse sistema, porque sou humana e continuo presa a outros medos), eu assumi o controle sobre a minha realidade e atuei nela, de forma potente e criativa. E se a gente fica bem, os filhos também ficam. Simples assim... Felizes, potentes e criativos.

Tudo isso é porque hoje assisti a uma reportagem do nosso espaço, realizada pela equipe do Programa de Bairro em Bairro de nossa cidade. É bom ver a árvore florindo, se fortificando, em sua natureza de ser o que é... Um belo presente de aniversário de um ano. Parabéns Casa da Árvore! Gratidão a todos os que andam a sonhar e realizar juntos, ás crianças, adolescentes, pais, mães e equipe de profissionais que cotidianamente transformam sua realidade. Bora lá que é só o começo!



P.S: Tudo o que expus e disse diz respeito a mim e a minha realidade. Não julgo, não critico nenhum modelo ou escolha educacional de nenhuma outra família e nem condeno nenhum modelo escolar. Adoro a diversidade e luto apenas pelo direito de escolha. Afinal, cada um é que sabe a dor e a delícia de ser o que é, não é mesmo??? 


segunda-feira, 1 de junho de 2015

Encontros


Os Encontros Nacionais, Regionais e Municipais de Adolescentes, dos quais participei de 1995 a 2002, além das Prévias, das reuniões de organização dos Encontros e afins, tiveram uma importância em minha vida que eu ainda não sei precisar muito bem. Olhando em retrospecto, tento lembrar o impacto de estar num espaço com mais de 300 adolescentes pela primeira vez, ou das Oficinas e Grupos de Trabalho que ministrei, das reuniões com educadores, do "Parabéns pra você" que um auditório inteiro cantou pra mim, das conversas com índios, do contato com tanta gente de lugares diferentes do país. Provavelmente, se escrevesse aqui a quantidade de coisa que quis falar nas mais diversas situações durante os encontros, mas não falei, acho que não terminaria este texto tão cedo. (Aparentemente, eu "era" meio tímido e inseguro). Vou tentar descrever o que acredito que toda essa experiência me trouxe de crescimento e de confirmação de valores que hoje se concretizam na minha relação com a educação.

Os Encontros, como disse acima, representaram o primeiro momento em que me vi com dezenas de adolescentes no mesmo lugar. Para aqueles que estudaram em escolas convencionais, isso era uma experiência cotidiana. A minha escola era pequena, era diferente de todas as escolas que eu conhecia - pra mim, aquilo tudo era novidade. Todas as palestras, Oficinas, Grupos de Trabalho e afins dos quais participei não me marcaram tanto quanto as conversas, as rodas de violão, as brincadeiras nos ônibus e nos momentos sem programação. Na verdade, o que mais me marcou naquelas outras atividades foi justamente o contato com muitas pessoas diferentes. Sentia estranheza quando algumas delas demonstravam estar maravilhadas com as Oficinas, com a participação dos adolescentes nas mesas-redondas e palestras. Aquilo era meio normal pra mim, pois diversas práticas que aconteciam nos Encontros eram comuns em minha escola: Oficinas, atividades coordenadas por adolescentes, atenção aos nossos desejos etc. 

Mas os Encontros também trabalhavam com uma coisa que não era comum em nenhuma escola tradicional: a visão do adolescente como um ser humano integral, dotado de inteligência, sensibilidade, emoções. Toda mudança que os Encontros pretendiam provocar nas pessoas eram mudanças que passavam pela afetividade, mais do que pela racionalidade, pela informação, pelo conteúdo. Os Encontros reconheciam a limitação dessa esfera e investiam nisto que todos nós adolescentes (à época) trazíamos à flor da pele: emoção. Havia palestras, mas havia massagem, toque. Havia Grupos de Trabalho, mas havia também danças circulares. Essas são um capítulo à parte. Normalmente, os momentos em que todos os participantes do Encontro se encontravam realizando a mesma atividade eram os momentos das danças. Elas abriam os Encontros, davam boas-vindas ao dia que começava, e encerravam os eventos. Nem todos dançavam, mas quem o fazia sentia uma conexão sagrada difícil de explicar. Mesmo quem não tem religião (ou nos casos da dança não ter nada a ver com a religião que praticava) não poderia negar que as danças nos colocavam em contato com algo maior que cada um individualmente. Pra mim, nos conectávamos ao grupo, presentes no momento e movimento da dança. Uma das minhas coisas favoritas.

Nem tudo era uma maravilha, claro. Eu ficava bastante irritado com as pessoas que afirmavam "não fazer ideia" do que faziam ali. Com a meia dúzia que fazia uma farra um pouco exagerada (e sem cuidado com os lugares e espaços ocupados). E, principalmente, com aqueles que se esforçavam para chamar a atenção. Aquilo me irritava um bocado. Problema meu, claro, não deles. Como eu não sabia lidar com a atenção, tentava ficar quieto no meu canto. Só participava quando achava que tinha certeza que iria contribuir com alguma coisa. Isso foi mudando aos poucos e nos últimos Encontros eu já estava mais relaxado. Mas demorou um pouco. Acredito que tenha havido gente que me conheceu sem nunca ter ouvido a minha voz :) Educador juvenil, fiquei beeem mais solto, mas daí já tinha passado da hora, e dei uma maneirada antes que ficasse meio ridículo. Mas mesmo caladão consegui fazer amigos, até namorar (!). Fiquei, inclusive, com uma pessoa que era (ainda é) um tanto diferente de mim: sorridente, simpática, falante, comunicativa (a lista de qualidades pode se estender muito mais...). Pois é, nos conhecemos em 95, nos tornamos amigos em 98, ficamos e começamos a namorar em 2000. E estamos juntos até hoje :) Essa história merece um post só pra ela. Depois.

Minha participação nos Encontros era sustentada por um trabalho voluntário na escola que se estendeu um pouco depois de eu ter completado o Ensino Médio. Bem antes de me tornar professor, tive a oportunidade de trabalhar em diferentes salas de aulas, com pessoas de diversas idades. Sou voluntário atualmente e respeito muito essa relação com o trabalho.

Sou grato a todos os educadores responsáveis pelos Encontros dos quais participei e pelos grupos dos quais fiz parte, aos amigos com quem dividi momentos alegres, aos desafetos que me ensinaram uma pá de coisa, às experiências que tive, às reflexões que todas as situações me provocaram... Sei que, se não fosse por isso tudo, eu seria uma pessoa diferente hoje. Trabalho com crianças e adolescentes e sei que o meu jeito "de igual para igual" de lidar com eles se deve aos Encontros. Meu interesse (ou melhor, paixão) pela educação deve muito a essa história toda aí. Pronto, já falei demais. Se eu pensar em mais coisa pra compartilhar, eu conto. Um dia.

Luís Gustavo

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Sobre os encontros na REDE SUS de Uberlândia

Ontem aconteceu o IV Encontro de Humanização do Parto e Nascimento (veja o folder) da Secretaria de Saúde de Uberlândia. E é com a alma em paz que eu compartilho com vocês meus sentimentos do encontro.
Um encontro leve, sem grandes pretensões a não ser o de nos encontrarmos, compartilharmos e crescermos enquanto movimento pensante a cerca da assistência obstétrica em nossa cidade.
Um encontro exitoso, por mobilizar mais de 100 profissionais (a maioria mulheres) de diferentes pontos da REDE SUS de Uberlândia e também alunos e profissionais de áreas afins.
Um encontro forte, por possibilitar a sintonia (e também o confronto) entre vários gestores, profissionais e usuárias da Rede.
Um encontro de pessoas, que se disponibilizaram e se doaram para que o evento acontecesse, assim, sem obrigação, assim, de coração, assim, sem impedimentos... Posso ser injusta se tentar nomear cada uma das pessoas que contribuíram para que o evento fluisse mas posso garantir que tenho o privilégio de estar rodeada de pessoas maravilhosas, algumas que apoiaram a ideia e a bancaram, e muitas outras que me ajudaram na parte "burocrática" da história. A todas essas pessoas, minha gratidão e minha disposição para contribuir quando também precisarem.

O encontro começou com a apresentação de uma reportagem aqui de nossa cidade (aqui o link) com o relato muito simpático de uma parteira tradicional, uma mulher que teve um parto normal e algumas profissionais, incluindo eu!
Logo após, demos início à apresentação do Protocolo do Parto Seguro pelo Hospital Municipal, seguido da reflexão sobre a interrelação do mesmo com todos os outros pontos da REDE pelos quais a gestante perpassa durante sua gestação e do bate-papo junto com os participantes do Encontro.
Um breve intervalo e inciamos a segunda mesa com a exibição de um vídeo-relato de parto de uma mulher que realizou a versão cefálica externa (VCE) durante sua gestação. Exibimos o trecho inicial desse vídeo antes da apresentação mais teórica sobre o procedimento da versão cefálica e suas evidência científicas quanto a segurança e indicação dessa manobra, a apresentação do ambulatório de VCE no Hospital Municipal e a conversa com uma mulher (a mesma do video e querida amiga) que passou pelo procedimento, seguido de um interessante bate-papo.
Encerramos o evento com lágrimas nos olhos pela emoção despertada pelo nascimento registrado no vídeo (acesse o vídeo aqui).
Minha gratidão a todos que compartilharam sua tarde comigo, especialmente aos profissionais que contribuíram com suas experiências nos dois temas apresentados. E ainda um agradecimento ao Hospital Municipal e seu engajamento pela melhoria na assistência obstétrica em sua instituição, a resposta das usuárias e os índices estão aí para provar que é possível sim mudar!!!























"O movimento pela humanização do parto pertence ao movimento maior de libertação do espírito humano e do ser humano concreto das formas aprisionadoras do passado (...). Humanizamo-nos quando nos resgatamos como sujeitos críticos, pensantes e dialéticos capazes de questionar e encontrar sínteses criativas para os desafios e as aparentes contradições da vida. Na humanização não se trata de mudar um protocolo por outro, nem de mero treinamento de profissionais para atuarem diferente. O fracasso dessas tentativas mostra que humanizar é muito mais do que uma troca de modalidade de ação. HUMANIZAR É MUDAR UM MODO DE SER, DE ENCARAR A PROFISSÃO, DE INTERAGIR COM COLEGAS E CORPORAÇÕES, DE LER PESQUISAS CIENTÍFICAS E DE LIDAR COM A PRÓPRIA SUBJETIVIDADE." 
                                                         (Adriana Tanese Nogueira, em seu livro: A alma do Parto)

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Mais uma oportunidade de conversarmos sobre parto


Compartilhando feliz mais um fruto do meu trabalho. 
Acredito que é nos espaços de diálogo e reflexão que podemos encontrar os caminhos que queremos trilhar em conjunto. 
Estou muito realizada com o lugar que encontrei para contribuir com isso, que é justamente o de criar esses espaços!


Como o nascer do Sol

Um parto leve e fluido
Tranquilo, intenso e iluminante como o nascer do SOL
Foi assim, sem obstáculos
Dois dias de preparação do corpo e menos de 6 horas de trabalho de parto ativo
Passou dos 4 cm para a dilatação total num piscar de olhos
Ida para o Hospital às 22:00 da noite.
Nascimento às 23:00.
Parto Natural, no quarto, no chuveiro, mulher, marido e médico molhados, sem nenhuma intervenção, bebê direto para o colo da mãe, sem choro, suave transição...
E a doula surpreendida pela qualidade e respeito na assistência por profissionais que nunca tinha vista trabalhar...
Viva as surpresas da Vida!