sexta-feira, 20 de junho de 2014

A arte de não fazer nada

Oi gente! Fico caçando textos que possam nos ajudar a compreender e atuar mais acertadamente na educação livre. Este eu achei muito bom, pois trata de um dos pontos centrais da proposta da Sudbury Valley: o papel da equipe de adultos. E nos apresenta um paradoxo interessante: muito pode ser feito quando aceitamos o desafio de não fazer nada! Agradecimentos a Mimsy Sadofsky, que gentilmente autorizou a publicação desta tradução.




A Arte de Não Fazer Nada
por Hanna Greenberg - Sudbury Valley School Journal, volume 15, no. 1, Outubro, 1985.
Tradução de Luís Gustavo Guadalupe Silveira

“Onde você trabalha?”
"Na Sudbury Valley School."
“O que você faz?"
"Nada."


Fazer nada na Sudbury Valley requer uma grande quantidade de energia e disciplina, e muitos anos de experiência. Eu fico melhor a cada ano que passa, e me admira ver como as outras pessoas e eu mesma enfrentamos o conflito interno que surge inevitavelmente em nós. O conflito é entre desejar fazer algo pelas pessoas, transmitir seu conhecimento e passar adiante a sabedoria que conquistou com tanto esforço, e a compreensão de que a criança tem que aprender de acordo com sua própria vontade e no seu ritmo pessoal. O uso que fazem de nós depende dos seus desejos, não dos nossos. Nós temos que estar presentes quando formos solicitados, não quando decidimos que devemos estar.

Ensinar, motivar e dar conselhos são todas atividades naturais que adultos de diferentes lugares e culturas parecem realizar para as crianças. Sem essas atividades, cada geração teria que inventar tudo novamente, da roda aos dez mandamentos, da metalurgia à agricultura. O ser humano passa o conhecimento para a juventude de geração a geração, em casa, na comunidade, no trabalho e, supostamente, na escola. Infelizmente, quanto mais a escola de hoje se esforça por dar orientação aos estudantes, mais ela prejudica as crianças. Essa afirmação demanda uma justificativa, pois ela parece contradizer o que eu acabei de dizer, ou seja, que adultos sempre ajudam as crianças a aprender como entrar no mundo e a se tornar úteis dentro dele. O que eu aprendi, lenta e dolorosamente ao longo dos últimos anos, é que as crianças sozinhas tomam decisões cruciais por si mesmas de maneiras que nenhum adulto poderia antecipar ou mesmo imaginar.

Considere o simples fato de que na SVS, muitos estudantes decidiram enfrentar a álgebra não porque eles precisam saber isso, ou mesmo porque acham interessante, mas porque ela é difícil, chata e eles são ruins em álgebra. Eles precisam superar seu medo, seu sentimento de incompetência, sua falta de disciplina. Repetidamente, estudantes que tomaram essa decisão alcançam seus objetivos e dão um grande passo na construção de seus egos, sua confiança e seu caráter. Então, por que isso não acontece quando todas as crianças são obrigadas e encorajadas a estudar álgebra no ensino médio? A resposta é simples. Para superar um obstáculo psicológico, você tem que estar pronto para se comprometer pessoalmente com isso. Este estado mental só é alcançado após intensas contemplação e autoanálise, e não pode ser determinado por outras pessoas, nem pode ser criado para um grupo. Em todo caso, é uma luta pessoal, e quando é bem-sucedida, é um triunfo individual. Professores só podem ajudar quando solicitados, e sua contribuição para o processo é pequena se comparada ao trabalho realizado pelo estudante.

O caso da álgebra é fácil de entender mas não é tão revelador quanto outros dois exemplos que aconteceram em recentes defesas de teses. Uma pessoa de quem eu me tornei muito próxima, e em relação à qual eu poderia facilmente ter me iludido com a ideia de tê-la “orientado”, me chocou quando, contrariando minha “sabedoria”, achou mais útil usar seu tempo na escola para se concentrar em se socializar e organizar bailes do que aperfeiçoando as habilidades de escrita que ela iria precisar para a carreira de jornalista escolhida por ela. Não teria ocorrido a nenhum dos adultos envolvidos com a educação dessa estudante em particular aconselhar ou sugerir a ela o caminho que ela sabiamente escolheu para si mesma, guiada somente por seu conhecimento e seu instinto íntimos. Ela tinha problemas, os quais ela primeiro descobriu para depois resolver de maneiras criativas e pessoais. Ao lidar diretamente com as pessoas, ao invés de observá-las de longe, ela aprendeu mais sobre elas e consequentemente realizou insights melhores e mais profundos, os quais, por seu lado, a levaram a aperfeiçoar sua escrita. Será que exercícios de escrita em aulas de inglês teriam feito tanto por ela? Duvido muito. E o que dizer sobre a pessoa que amava ler, mas que deixou de amar logo após chegar à SVS?  Por muito tempo, ela achava que tinha perdido sua determinação, seu intelecto e seu amor pelo aprendizado pois tudo o que ela fazia era brincar ao ar livre. Após vários anos, ela descobriu que havia se enterrado nos livros para fugir do contato com o mundo exterior. Somente depois de ter sido capaz de superar seus problemas de socialização, e somente depois de ter aprendido a curtir atividades físicas e ao ar livre, ela retornou ao seus amados livros. Agora, eles não são mais uma fuga, mas uma janela para o conhecimento e para novas experiências. Será que eu ou qualquer outro professor teríamos conseguido guiá-la tão sabiamente quanto ela mesma? Eu acho que não.

Enquanto eu escrevia isso, outro exemplo de muitos anos atrás me veio à mente. Ele ilustra como os tipos normais de incentivo positivo e de contribuição podem ser contraproducentes e altamente limitantes. O estudante em questão era obviamente inteligente, aplicado e estudioso. Inicialmente, qualquer teste teria mostrado que ele tinha um talento notável para a matemática. O que ele realmente fez, durante seus quase dez anos de SVS, foi praticar esportes, ler literatura, e já na adolescência, tocar música clássica ao piano. Ele estudou álgebra principalmente por conta própria, mas pareceu ter dedicado pouco do seu tempo à matemática. Agora, com vinte e quatro anos de idade, ele é um estudante de pós-graduação em matemática abstrata e está se saindo muito bem numa das melhores universidades. Tremo só de pensar no que teria acontecido a ele se o tivéssemos “ajudado” a acumular mais conhecimentos em matemática, em detrimento das atividades que ele escolheu realizar, durante os anos que passou aqui. Será que ele teria a força interior, quando pequeno, para resistir aos nossos elogios e adulações e ficar com suas armas, ler livros,  brincar de esportes e tocar música? Ou ele teria optado por ser um “excelente estudante” em matemática e em ciências e crescido sem realizar sua busca por conhecimento em outras áreas? Ou ele teria tentado realizar tudo isso? E a que preço?

Como contraponto ao exemplo anterior, gostaria de citar outro caso que ilustra ainda outro aspecto de nossa abordagem. Alguns anos atrás, uma adolescente que havia sido estudante na SVS desde os seus cinco anos de idade me disse com bastante raiva que havia desperdiçado dois anos e não aprendera nada. Eu não concordei com sua avaliação sobre si mesma, mas eu não senti que devia discutir com ela, então eu simplesmente falei: “Se você aprendeu quão ruim é desperdiçar seu tempo, ora, então você não poderia ter aprendido uma lição melhor tão cedo na vida, uma lição que será valiosa para o resto dos seus dias.” Essa resposta acalmou a garota, e eu acredito que seja um bom exemplo do valor de permitir que os jovens cometam erros e aprendam com eles, mais do que direcionar suas vidas numa tentativa de evitar os erros.

Por que não deixar que cada pessoa decida como vai usar seu próprio tempo? Isso iria aumentar a probabilidade de as pessoas crescerem satisfazendo suas necessidades educacionais únicas sem ser atrapalhadas por nós adultos que nunca saberemos o bastante ou seremos sábios o suficiente para aconselhá-las apropriadamente.

Assim, eu estou me ensinando a não fazer nada, e quanto mais eu sou capaz de fazer isso, melhor é o meu trabalho. Por favor, não cheguem à conclusão de que a equipe é supérflua. Você pode dizer a si mesmo que as crianças praticamente administram a escola sozinhas, então pra que tanta equipe, só pra ficar sentada sem fazer nada. A verdade é que a escola e os estudantes precisam de nós. Estamos lá para observar e alimentar a escola enquanto instituição e os estudantes enquanto indivíduos.

O processo de se auto dirigir, ou de trilhar seu próprio caminho, quer dizer, de viver sua vida mais do que só passar o tempo, é natural mas não é autoevidente para as crianças que crescem em nossa civilização. Para alcançar esse estado mental elas precisam de um ambiente que seja como a família, numa escala maior do que a família nuclear, mas ainda assim apoiador e seguro. A equipe, ao ser atenta e cuidadosa e ao mesmo tempo sem ser diretiva e coercitiva, dá às crianças a coragem e o estímulo para ouvir a si mesmas. Elas sabem que nós somos competentes para guiá-las, como qualquer adulto é, mas nossa recusa em fazer isso é uma ferramenta pedagógica usada ativamente para ensiná-las a ouvir somente a si próprias e não a outros que, na melhor das hipóteses, sabem somente metade do que há para saber sobre elas.

Nossa recusa em dizer aos estudantes o que fazer não é percebida por eles como falta de algo, um vazio. Ao contrário, é o estímulo para eles construírem seu próprio caminho, não sob nossa orientação, mas sob nossa atenção cuidadosa e apoiadora. Pois são necessários trabalho e coragem para fazer o que eles fazem para e por si mesmos. Isso não pode ser feito num vácuo de isolamento, mas se desenvolve numa comunidade viva e complexa que a equipe estabiliza e perpetua.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Sobre sogras

Nesse exato momento meu marido está na rodoviária com os meus filhos, se despedindo da minha sogra. Ela ficou 2 semanas aqui em casa, como é costume quando vem aqui pra nossa cidade (umas três? vezes ao ano) e sabe o que eu tenho vontade de dizer a ela???

Fique mais um pouco, sentiremos sua falta.

Esse ano completo dez anos de casada e quatorze de namoro. Fui a um chá de casamento esse final de semana e ouvi a carta que a sogra escreveu de presente para a nora. Começava exatamente assim: "quero ser sua amiga". Me emocionei com a carta e agora me emociono ao pensar em minha sogra. Nem tudo foram ou são flores em nosso relacionamento mas acho que tenho orgulho de termos aprendido a nos respeitar e a gostar da convivência uma com a outra (tô errada sogrinha?).

Há mais ou menos três anos escrevi uma carta para ela na qual desabafava e pedia delicadamente que ela não ficasse na minha casa em determinada data que ela queria vir. Foi difícil escrever e mais ainda lidar com as reações de algumas pessoas da família, mas acho que de tudo que fiz, isso foi uma das coisas que mais me aproximou dela. Justifico: para escrever precisei ser sincera comigo e com ela, precisei me colocar em primeiro lugar e precisei me arriscar a perder o carinho e a amizade dela. Imagino o quanto a carta foi difícil de ser lida por ela e imagino a força que ela precisou enfrentar ao voltar na minha casa algum tempo depois. Mas tudo isso me possibilitou me expressar mais naturalmente e conversar de coração para coração e também me deu mais autonomia de ser a "gerente" da minha casa e da minha vida. Poder falar não, poder impor meus limites e mesmo assim ser aceita por ela, me fez crescer. Obrigada!

Minha sogra é uma mulher que adora terapia, grupos de apoio, círculo de mulheres... vive apresentando um novo livro de "auto-ajuda", uma nova abordagem terapêutica, um novo alimento para cura. Ela está sempre aberta a crescer, evoluir, trabalhar aspectos não-positivos de sua personalidade. E acaba inspirando isso em mim. Foi ela que me deu o livro que me ajudou a emagrecer. Foi ela que me deu o livro que me ajudou a entender as linguagens de amor que eu e meu marido utilizamos. Foi ela que me deu o Tarô das Deusas que eu tanto adoro...

Minha sogra é uma mulher vaidosa, que ama jóias, bolsas e sapatos. E acaba inspirando isso em mim. Foi ela que me deu, me vendeu, ou emprestou a maioria dos meus brincos, anéis, bolsas e sapatos e que me ajuda a escolher as roupas que eu compro quando vou a sua cidade (até aqueles TRÊS vestidos de festas que comprei por insistência dela quando ia comprar apenas um...). Sim, minha sogra também têm tendências a exagerar... mas isso ela também têm se trabalhado.

Enfim, nesse mesmo chá de casamento, refletimos um pouco sobre os laços familiares que abraçamos quando firmamos o casamento com outro alguém. No caso do casamento, ao casarmos, precisamos entender que mesmo que distantes fisicamente, o nosso companheiro carrega com ele sua família e vice-versa e que isso fará parte do pacote, queiramos ou não. No meu caso, queria registrar em público, que me sinto feliz com a família que tenho, com todos os nós, espinhos e apertos que toda família carrega. E me sinto feliz por ter em você, minha sogra, uma amiga.

Minha casa está aberta para você, sempre, mesmo nos momentos que eu precisar fechar a porta.
Obrigada por tudo, por ter gerado e criado seu filho como um homem respeitoso e digno, pelo carinho e paciência com os meus filhos e pelas nossas conversas e reflexões.

Boa viagem e até logo!






terça-feira, 1 de abril de 2014

"Disponibilidade instantânea, sem presença constante"

Olás! Trago aqui mais uma tradução sobre o funcionamento da Sudbury Valley School, desta vez sobre o papel da equipe de funcionários. A publicação foi gentilmente autorizada por Mimsy Sadofsky, fundadora e funcionária da escola desde 1968. A ideia do texto (curtinho) é simples, mas ao mesmo tempo desafiadora! Espero que gostem!





Disponibilidade instantânea, sem presença constante[1]
Hanna Greenberg
Tradução de Luís Gustavo Guadalupe Silveira

Eu li esta citação de Lotte Bailin em algum lugar:
“Disponibilidade instantânea sem presença constante é o melhor uma mãe pode oferecer.”
Acho que é uma citação adorável, e eu a escrevi num pedaço de papel que fica colado em minha escrivaninha. Na semana passada, aconteceram duas situações sem ligação que esclareceram pra mim a razão de eu ter guardado essa citação e o que ela desperta em mim.
Como acontece às vezes na escola, tivemos um pequeno acidente. Uma menina fez uma estrela e bateu com força no braço de sua amiga Lily. Aquilo machucou muito e Mikel, que já havia sido um paramédico, a socorreu. Ele colocou uma tala com muito cuidado no caso de algum osso ter se quebrado e ligou para os pais de Lily para que a buscassem e a levassem ao médico. Para Mikel, a lesão não exigia cuidados urgentes e seria melhor para a criança estar com seus pais do que ser levada para um hospital de ambulância, o que é bem mais traumático.
Isso aconteceu durante uma Assembleia Escolar, quando um assunto importante estava sendo discutido, mas de tempos em tempos um membro preocupado da equipe escapava da Assembleia para ir ver como Lily estava. Todos nós sabíamos que Mikel estava tomando conta dela muito bem, mas simplesmente não conseguíamos dar atenção ao tema da Assembleia sem ver com nossos próprios olhos se Lily estava realmente bem. Mais tarde, eu liguei para Lily para saber como ela estava e sua mãe conversou comigo sobre o acidente.
O que ela disse me deixou estupefata!
A mãe disse que somente agora, após o acidente, ela finalmente entendia como a equipe trabalha na escola. Lily contou para ela quão preocupados e cuidadosos nós tínhamos sido e como ela havia se sentido bem com isso. A mãe entendeu pela primeira vez em quase dois anos que aquilo que parecia uma negligência benigna por parte da equipe era de propósito, e não era negligência de modo algum. Era dar espaço para a criança se desenvolver e crescer livre da interferência de adultos.
O outro incidente aconteceu com um menino em sua excursão para as Montanhas Nevadas. Sua mãe publicou parte do seu diário num Boletim Informativo da SVS[2] em que ela também diz, na seguinte citação, como o incidente a ajudou a entender melhor a filosofia da SVS, depois de estar envolvida com a escola por mais de um ano.
“O fato de tanta atenção ter sido dada ao meu filho durante os últimos cinco dias, por nós e pela equipe da escola, é uma boa mensagem de cuidado e apoio para ele. A maior parte do tempo eu vi a SVS operando com uma negligência benigna, mas nesse caso uma abordagem diferente foi realizada à perfeição. Eu sou grata, e isso me ajudou a ver a SVS de um jeito novo. Basicamente, o que eu vi acontecer foi a equipe atendendo ao seu firme desejo de ir nessa excursão quando decidiu apoiá-lo, de um jeito que mostrava que ele estava pronto para a viagem, ainda que ao fazer isso a equipe acabou tendo mais trabalho e mais responsabilidade.”
O que me surpreendeu nas falas dessas duas mães foi quanto tempo leva de fato, mesmo para aqueles que mandam seus pequenos filhos para a SVS, para entender como a escola realmente funciona. Eles confiam o suficiente em suas crianças para trazê-las à escola e permitir que elas sejam responsáveis por si mesmas, mas os pais não sabem realmente como a equipe trabalha. Na verdade, eu mesma sou incapaz de explicar isso muito bem e eu acho que essa seja uma das causas para a dificuldade que muitos pais têm de matricular seus filhos em nossa escola. O problema é que a negligência benigna parece pura negligência. Somente em circunstâncias extraordinárias os pais conseguem ver como a equipe está interagindo com seus filhos. No dia-a-dia o cuidado e o empoderamento têm lugar o tempo todo, mas de uma forma tão sutil e tranquila que ninguém repara – nem a equipe, nem as crianças, nem os pais. Isso simplesmente ocorre naturalmente. Mas de tempos em tempos as circunstâncias exigem da equipe que ela reúna todos os seus recursos e dirija toda a sua atenção e energia para as questões de um estudante. Quando isso acontece, essa atividade intensa lança luz sobre o que acontece na SVS todo dia de um modo mais silencioso e sutil.
Assim, parece que “disponibilidade sem presença constante” é de fato o que fazemos na SVS. Nem sempre nós respondemos instantaneamente a todos os pedidos, pois nós normalmente estamos ocupados com um estudante ou com qualquer outra coisa que fazemos para manter a escola funcionando. Temos que usar nosso bom senso e decidir em cada caso se continuamos a fazer o que estávamos fazendo ou se paramos para atender a um pedido. Normalmente, marcamos um encontro para depois e isso funciona muito bem. Frequentemente, isso força as crianças a resolver sozinhas seus problemas e isso certamente é outro jeito de elas ganharem confiança em si mesmas. Mas eventualmente acontece algo que não pode esperar e temos que largar tudo para acudir alguém. Nesses casos é fácil para nós responder prontamente, pois todas as crianças sentem a urgência e elas querem que nós ajudemos seu amigo que está encrencado ou sofrendo. O apoio que cada criança dá uma a outra é da mesma qualidade e estilo do apoio dado pela equipe. Elas ajudam quando solicitadas e dão espaço umas às outras quando isso é pedido.
À medida que os anos passam, nós nos tornamos melhores como membros da equipe da SVS. Nós aprendemos a arte de permitir que as crianças sejam nossas guias em atender as suas necessidades e nós fazemos mais por elas quando fazemos menos – não interferindo, enquanto ouvimos cuidadosamente o que elas desejam.



[1] Publicado em SADOFSKY, Mimsy; GREENBERG, Daniel (ed). Reflections on the Sudbury School Concept. Framingham: Sudbury Valley School Press, 1999. p. 110-113.
[2] Sudbury Valley School (NT).