sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Sobre como chegamos aqui

SINOPSE

A ideia: desligar a tv
Quando: oficialmente a partir do dia 31/07/2013 (fizemos uma experiência no final de semana anterior, nos desafiamos a ficar o final de semana inteiro com a televisão e os computadores desligados)
Onde: nossa casa
Quem: Alessandra (eu, mãe), Luís Gustavo (pai), Yuri (6 anos), Luana (3 anos)

A HISTÓRIA

Esse assunto, da influência da mídia televisiva no nosso funcionamento e comportamento, já nos acompanha há algum tempo... acho que desde que nos tornamos pais. Sempre fomos seletivos e cuidadosos com os canais e programas que as crianças tinham acesso. Exemplo: aqui em casa não tem o canal da rede Globo há uns 4 anos (nossos filhos não sabem o que é novela); jornais televisivos paramos de ver há alguns anos (nossos filhos nunca viram nenhum noticiário tradicional, nunca ouviram falar POR JORNAIS SENSACIONALISTAS da morte de ninguém, nem de  tragédias, nem de quem atirou em quem, nem de quem jogou não sei quem pela janela, nem de epidemia nenhuma...); dos canais específicos para o público infantil, alguns estavam bloqueados por serem canais direcionados a um público mais juvenil ou desenhos com conteúdos violentos ( Ben 10, Power Rangers, etc.), ou com conteúdos abobalhados (Chaves e coisas do tipo). Sobravam algumas opções e nosso contato com a televisão se resumia a desenhos infantis, programas de história natural e animais, culinária, informações de saúde e, é claro, programas sobre gestantes, partos e bebês!
Porém, mesmo com todo esse “cuidado”, algumas coisas incomodavam, dentre elas, a grande quantidade de intervalos e a enxurrada de propagandas abusivas. Nesse tempo assistimos alguns documentários que refletiam muito a esse respeito. Prometo pedir ao Gu para postar o link deles aqui no blog, dentre eles, “Criança,a alma do negócio”. Yuri, de tanto ouvir a gente falando, já está naquela fase de ver uma propaganda e falar: “isso que promete aí é tudo mentira”, se referindo aos brinquedos andando, falando, voando e interagindo com as crianças. A Luana ainda insiste em dizer “eu quero” pra todo brinquedo que aparece (uns 30 por propaganda).
Daí, semana passada vimos um outro vídeo que mexeu  muito com a gente (“O que aprendi sobre a desecolarização”) e por causa dele, vieram muitos outros vídeos e textos. Deparamos novamente com a questão da importância da TV na educação (ou deseducação) nossa e de nossos filhos e resolvemos experimentar desligar a TV. Que surpresa maravilhosa encontramos no final de semana do desafio... o resultado foi tão bom que três dias depois o nosso plano de assinatura da TV paga já estava cancelado... 

E começamos, agora, a compartilhar o que acontece com a gente quando não se tem mais uma televisão o tempo todo para atrapalhar... Curioso? Desligue a TV e venha nos acompanhar!

8 comentários:

  1. até que enfim !!! ê se tivesse escutado ha 3 anos atras :) a gente ta sem tv aqui em casa ha 5 anos....

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  2. Obrigado pelo seu comentário. Pois é, mudança de hábito é assim mesmo, depende de uma confluência de coisas: convicções, desconfortos, novas ideias, conversas e conselhos, leituras, necessidades, oportunidade, motivação, coragem...

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  3. " Quando permitimos que os meios de comunicação nos condicionem a acreditar que não somos suficientes e que fazemos ou temos o suficiente, isso prejudica nossa alma. É por isso que acredito que a prática da consciência crítica e da verificação de realidade dizem respeito tanto a espiritualidade quanto ao pensamento crítico" (A arte da imperfeição - Brené Brown = Página 102

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    1. Obrigado pelo comentário! Realmente, nossa relação com a mídia (com a escola, com a medicina...) passa pela questão do empoderamento e da impotência. Acreditamos que devemos fazer escolhas que incrementem o primeiro e não a última.

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  4. Recentemente assisti um video que desanima ainda mais com a TV.

    Segue o link

    http://www.youtube.com/watch?v=KgCX2ONf6BU

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    1. Olá, Antonio, obrigado pelo seu comentário. Acabamos de ver o vídeo e é realmente muito interessante. A concentração dos meios de comunicação em grande escala na mão de poucos grupos tem consequências muito sérias e a gente quase não pára pra pensar nisso. Valeu a dica!

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  5. Meus queridos: estou com vocês nessa...vários passos já foram dados por vcs nesses seis anos..sei que agora novos serão estreiados...que os frutos serão doces,eu tenho certeza....beijos incentivadores da maria neusa,mãe,avó e sogrinha

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    1. Valeu a força! É bom poder contar com seu apoio nas decisões que tomamos, especialmente nas mais "esquisitas". Ao explicar o motivo do cancelamento para a atendente, ela respondeu: "Ah, é para conter gastos!" Ai, ai, ai... Você também faz parte dessa caminhada.

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