quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O SUS que quer dar certo: a Humanização do Parto em Uberlândia

Hoje resolvi registrar aqui uma atividade realizada há menos de 3 meses no Hospital Municipal e que faz parte de uma série de ações que estão sendo realizadas pela Secretaria de Saúde de Uberlândia afim de promover a reflexão e melhorar a assistência obstétrica nos vários pontos da rede que acompanham a mulher e sua família durante à gestação, parto e pós-parto....
Muita coisa ainda para melhorar mas gostaria de deixar registrado também a parte boa da história em nossa cidade....
Desde o início do ano que eu assumi a função de Apoiadora da Humanização do Parto e Nascimento no SUS de Uberlândia e tenho visto muito interesse e envolvimento dos profissionais no assunto.
O Hospital Municipal tem feito um trabalho bem interessante no que diz respeito ao incentivo ao parto normal com menos intervenções e também tem acolhido com carinho tudo que é proposto em relação à Humanização...
Aqui só um exemplo de várias outras atividades e encontros realizados (o texto foi escrito na época)

SOBRE O EVENTO DE HUMANIZAÇÃO DO PARTO E NASCIMENTO REALIZADO NO HOSPITAL MUNICIPAL

            Sexta-feira passada, dia 01/08/2014, pela manhã, realizamos uma Roda de Conversa sobre “Recursos não farmacológicos de alívio da dor durante o trabalho de parto”, no Hospital Municipal, para profissionais da saúde de dois pontos cruciais da Rede SUS: o próprio Hospital Municipal e a UAI Martins, Unidade de Pronto Atendimento de referência para todas as gestantes da Rede.
        Foram nove palestrantes, sendo duas (eu e a Dra Bárbara, coordenadora da Saúde da Mulher) convidadas para contextualizar a realidade atual de nossa Rede e os(as) demais (2 médicas, 1 médico, 2 psicólogas, 1 enfermeira obstetra e 1 arte-educadora e eutonista) como apresentadores(as) de recursos e técnicas possíveis de serem utilizadas de forma substitutível ou complementar aos recursos farmacológicos.
·         Método Lamaze (Marília Celeste Matos Druczkoski – Médica ginecologista, homeopata, acupunturista e instrutora de yoga de Irati (PR)
·         O papel da doula e do acompanhante (Maria Augusta Silvestre de Melo – Psicóloga, mestre em Ciências da Comunicação, estudiosa do processo de gestação e nascimento há mais de 20 anos)
·         Hipnoterapia (Livia Silva Alvarenga Behnke – Psicóloga, hipnoterapeuta, doula e apoiadora da mulher)
·         Acupuntura e Moxa (Walid Makin Fahmy – Médico ginecologista e obstetra, acupunturista, coordenador da Obstetrícia do Hospital Municipal de Uberlândia)
·         Medicina Antroposófica (Tania Helena Alvares – Médica mestre em Nefrologia com formação ampliada pela Medicina Antroposófica, fundadora do Instituto Ajnar e médica do Núcleo de Práticas Integrativas da Secretaria Municipal de Saúde de Uberlândia)
·         Eutonia (Fernanda Bevilaqua – Diretora artística do UAI Q Dança, pedagoga, especialista em Arte Educação, eutonista e cadeísta GDS)
·         Recursos atualmente disponíveis no Hospital Municipal (Luana Rodrigues Ferreira Silva – Enfermeira obstetra do Hospital Municipal de Uberlândia, mestre em Ciências da Saúde, Apoiadora do Programa de Qualificação da Assistência Perinatal de Minas Gerais



        É com emoção e gratidão que comunico que o auditório estava lotado, com mais de 55 participantes (20 médicos, 28 enfermeiros e técnicos de enfermagem e 7 de outras categorias profissionais, dentre psicólogos, assistentes sociais e doulas). O que demonstra abertura, interesse e envolvimento da Rede com o assunto.
        E a cada palestrante, mais emoção eu sentia. A gente, no coração de um grande hospital, falando de um outro modelo de saúde e de assistência, que compreende o humano (no caso mais específico, a mulher) como um ser bio, psico, social e espiritual e o acolhe como tal. Pensando no trabalho de parto como um processo natural e saudável e consequentemente a “dor” como algo que diz sobre o processo e que, portanto, necessita ser considerado... “afinal, qual o problema de sentir dor?”, “e a dor não é só física, é dor da alma”, “pontos energéticos, toque, olhar...”, “saber a história  que cada um traz”, “evidências científicas”, “acolhimento, respeito, silêncio”, foram sentimentos e palavras que circularam pelo discurso de cada um e de todos...  Um momento de encontro, de reconhecimento e de aprendizado.
        Falar de humanização é falar de todos os envolvidos, é focar nas necessidades dos indivíduos e oferecer condições de uma vivência dos processos (saúde, doença, vida) de forma mais autônoma, pessoal e respeitosa. No final, os participantes puderam questionar, falar, se expressar... Fica evidente a necessidade de fala e de comunicação que nós, profissionais, carecemos. Que possamos nos encontrar mais, nos acolher e buscar soluções para os desafios. Obrigada, de coração aos que doaram seu tempo para esse encontro. E para os palestrantes, que doaram além de seu tempo, suas experiências e paixões, um grande e apertado abraço na alma. Vocês fazem a diferença no Mundo! Nos encontramos novamente, em breve!

     Alessandra Araújo
Apoiadora de Humanização do Parto e Nascimento

Secretaria Municipal de Saúde de Uberlândia





                                 


                                                  


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